O sonho do hexacampeonato acabou. A Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo ao perder por 2 a 1 para a Noruega, em partida válida pelas oitavas de final. Com um futebol apático, sem criatividade e marcado por erros individuais, o Brasil se despede do torneio mais cedo do que o esperado — e mais uma vez deixa um rastro de frustração e perguntas no ar.
O jogo começou equilibrado, mas a Noruega logo impôs seu estilo físico e objetivo; antes mesmo dos cinco minutos de jogo, conseguiu marcar, mas o auxiliar marcou impedimento. Ainda na primeira etapa, o Brasil teve a chance de abrir o placar: o paraibano Matheus Cunha foi derrubado na área, pênalti assinalado apenas depois da intervenção do VAR. Bruno Guimarães bateu mal, a meia altura, e facilitou o trabalho do goleiro norueguês, que caiu no canto esquerdo e fez a defesa. No segundo tempo, mais do mesmo: o Brasil não conseguia manter a posse de bola, assistia a Noruega jogar, e o castigo veio. O atacante Haaland aproveitou falha de marcação da defesa brasileira e abriu o placar de cabeça. O Brasil até tentou reagir, mas pecou na falta de articulação no meio-campo e na lentidão na saída de bola. Endrick perdeu uma chance clara na frente do goleiro. A entrada de Neymar, ainda quando o placar apontava 0x0, não surtiu efeito; o Brasil continuava lento e previsível, até que veio o golpe de misericórdia. Com ele, mais uma vez, Haaland recebeu passe na entrada da área, dominou, escolheu o canto e, sem ser incomodado, acertou mais uma vez a meta brasileira.
O gol de honra do Brasil saiu já nos acréscimos, com Neymar cobrando pênalti com precisão — mas tarde demais. O apito final confirmou a queda precoce em mais um vexame da Seleção mais vezes campeã do mundo; foi a pior campanha em Copas desde 1990, quando também fomos eliminados nas oitavas.
Agora nos resta lamentar, reclamar, encontrar culpados e nos preparar para mais um ciclo, esse com foco no próximo mundial, que será disputado em 2030. Até lá, uma reformulação é necessária: novos nomes devem e precisam surgir para que, enfim, possamos levantar a taça e ficar, mais uma vez, no topo do mundo do futebol.