O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reconheceu que compartilhou em suas redes sociais uma publicação com um laudo falso da Polícia Federal (PF) que indicava não haver provas de crime nas conversas trocadas entre ele e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O parlamentar afirmou que o conteúdo foi apagado posteriormente.
Nikolas disse que republicou o material divulgado pelo perfil Space Liberdade no X. “Um perfil, Space Liberdade postou e eu tinha compartilhado. Assim que ele deletou a minha postagem também sumiu, entendeu?”, disse o deputado.
As conversas entre Nikolas e Vorcaro foram divulgadas na quinta-feira (3). Nos diálogos, o deputado demonstra intimidade ao se referir ao banqueiro como “Dani” e, em outro momento, como “lindão”. Nikolas também procurou Vorcaro para intermediar o contato com Thiago Rodrigues de Faria, advogado e ex-assessor do parlamentar, para tratar da liberação de um ativo minerário. O deputado afirmou que fez a aproximação a pedido do ex-assessor.
A circulação de documento falso pode ter implicações criminais, dependendo das circunstâncias. O artigo 304 do Código Penal trata do uso de documento falso e remete às penas previstas para a respectiva falsificação. A responsabilização depende da análise do caso concreto, incluindo a existência de dolo, com conhecimento da falsidade e intenção de utilizar o documento.