Calamidade administrativa em Bayeux: concurso e pagamentos são suspensos por decreto

Nova presidente da Casa, vereadora Jays de Nita (PSB), suspende concursos, contratos e repasses; medida visa revisar gestão anterior após identificar inconsistências.

A Câmara Municipal de Bayeux decretou, nesta semana, estado de calamidade administrativa interna. O decreto, assinado pela nova presidente da Casa, vereadora Jays de Nita (PSB), suspende temporariamente todos os pagamentos, contratos, convênios, subvenções e concursos públicos. A medida, de caráter excepcional, tem o objetivo de revisar a gestão anterior.

A decisão foi tomada após a identificação de problemas administrativos, contratuais e financeiros na Casa, que precisam ser investigados. O objetivo oficial, segundo a presidência, é “resguardar a legalidade, a moralidade administrativa e o interesse público”.

Com a medida, estão paralisados os pagamentos de contratos em vigor, incluindo serviços terceirizados, aluguéis, combustíveis e outras despesas do dia a dia. Apenas serviços considerados essenciais – como energia, água, telefonia e segurança do prédio – continuam liberados.

Auditoria determinará retomada

Jays de Nita, que assumiu o cargo após a morte do então presidente Adriano Martins (Republicanos), também determinou uma auditoria completa na Câmara. A análise vai examinar todos os contratos, processos administrativos e folhas de pagamento.

A auditoria, acompanhada pela Controladoria Interna da Casa, tem a missão de:

  • Verificar a regularidade de todos os contratos;
  • Identificar possíveis irregularidades;
  • Apontar responsáveis, caso sejam encontrados prejuízos aos cofres públicos.

Segundo a presidente, a medida busca “organizar a Casa, garantir transparência e assegurar que os recursos públicos estejam sendo usados de forma correta”. Cada contrato e processo será reavaliado um a um. Os pagamentos só serão retomados após o fim das análises da auditoria e da avaliação jurídica.

A situação permanece indefinida até que a auditoria seja concluída e as providências administrativas e legais sejam tomadas.